Teatro
9ª Amadora Mostra
Mostra de Jovens Criadores de Teatro
14 a 19 de julho, 2026
Recreios da Amadora
Av. Santos Mattos, 2
2700 – 748 Amadora
No Princípio
Texto a partir de “Orgia” de Pier Paolo Pasolini
Encenação de Henrique Pires
Criação Orpheus Vivus
No princípio é uma performance que cria um diálogo entre o prólogo de Orgia, de Pier Pasolini e o conceito do poder enquanto construção humana.
Duas figuras arquetípicas habitam um espaço onde corpo, luz e som se fundem para construir um ritual baseado na obediência e na repetição.
Com o aparecimento gradual de uma outra presença, o que antes eram gestos simples tornam-se instrumentos de controlo, delineando a forma como o poder se inscreve nos corpos, nas relações e ações, nos costumes e cultura que construímos.
Texto a partir de “Orgia” de Pier Paolo Pasolini
Tradução Pedro Marques
Produção Teatro Orpheus Vivus
Encenação Henrique Pires
Apoio à criação Joana Resende, Mariana Sardinha e Urano Viana
Interpretação Henrique Pires, Joana Resende e Mariana Sardinha
Voz Off Vítor Alves da Silva
Gravação Voz Off António Neves da Silva
Operação de Luz, Som e Vídeo Urano Viana
Fotografias de Cena e Cartaz José Marques
Registo Audiovisual Des-Polido
Agradecimentos Escola Superior de Teatro e Cinema, Gabriel Vieira, Paulo Ferreira, Helena Viana, Pedro Viana e Pedro Marques
No Princípio é apoiado financeiramente por Chainview Consultoria, Lda
M/14
14 julho
21h
Duração 45 min.
Mas Ele Hoje Trouxe-me Flores
Texto Encenação de Catarina Marques Ramos
Criação Embuscada Associação Cultural
Mas ele hoje trouxe-me flores desvenda camadas invisíveis das relações humanas e desmascara a linha ténue que une amor, poder e identidade. Através de uma história poderosa e emocional, somos confrontados com a realidade das relações tóxicas, mostrando-nos o que NÃO é aceitável.
Ao desvendar as intenções por trás dos gestos que parecem amor, revelamos padrões de comportamento que perpetuam a violência. Evidenciamos que o oposto do amor não é ódio, mas sim o PODER. Um apelo à responsabilização e um convite para que reconheçam a gravidade dos atos e o impacto que provocam.
As flores surgem como símbolo de beleza e fragilidade, revelando a sua ambiguidade: são gestos de amor, mas também gestos silenciosos de falsas promessas e feridas que não cicatrizam.
Através deste espetáculo olhamos além da superficialidade. É uma chamada de atenção, um grito em prol da ação, uma revolta contra a forma de violência mascarada de amor e um apelo à consciência individual e coletiva, para que, de uma vez por todas, se erga a nossa voz e a daqueles que não conseguem falar mais alto.
Texto e Encenação Catarina Marques Ramos
Interpretação Francisca Peixeiro, Miguel Ribeiro, Patrícia Duarte e Tiago de Almeida
Música Mão Cabeça
Vídeo Bruno Bernardo
Cenografia e Figurinos Embuscada
Produção Bruno Águas
Parceiros APAV, CIG, UMAR, ILGA e CASA QUI
Uma Criação Embucada Associação Cultural
M/12
15 julho
21h
Duração 60mins

Fecha a Cortina e Apaga a Luz
Texto e Encenação de Diogo Mazur
Criação Legato
Quem nunca olhou, pela sua janela, a janela de um vizinho? Quanta vezes já olharam a nossa janela, a partir de uma outra janela? E quantos vizinhos, camaradas curiosos, estavam à janela no instante a seguir ao som do chiar dos pneus de um carro que travou abruptamente, ou dos gritos de uma discussão fervorosa no meio da rua.
O ser humano é fofoqueiro. Fascinado tanto pelo acidente terrível na autoestrada como pelo vizinho que, neste nosso momento, dança ao som de uma música que não sabemos qual é. (Como gostava de saber que música é!) Chocante vs mundano. Uma dicotomia e uma pergunta: olho ou não olho?
Olho. Neste espetáculo fazemos uma ode ao mundano. Ao rotineiro. Ao que todos fazemos e que nos é trivial, às vezes até maçador, mas quando vemos “o outro” a fazer torna-se hipnotizante.
Queremos que possam ver um pouco do dia-a-dia destas personagens sem constrangimento por estarem a olhar enquanto elas fumam um cigarro e sem precisarem se esconder atrás de um cortinado ou olhar por entre as frestas de umas venezianas enquanto elas discutem.
Dois apartamentos. Duas irmãs. Duas companheiras. Duas janelas. Dois olhos que, com curiosidade, observam.
Texto e Encenação Diogo Mazur
Interpretação Cátia Castanheira, Érica Romano, Magda Braia e Maria Velez
Assistência de Encenação Letícia Gondomar
Cenografia e Figurinos Mariana Mazur
Desenho de Luz Diogo Mazur
Produção Beatriz Gondomar
Operação Técnica Diogo Mazur, Hugo Gonçalves e Sérgio Namora
Comunicação Magda Braia
Uma Criação Legato
M/ 14
16 julho
21h
Duração 80 minutos
ANTES NUS NA VOSSA ESCÓCIA
Texto e Encenação de Alice B. Ferreira
Uma Criação Núcleo Las Vegas
Longe do verde escocês e perto do verde contenda, o decesso é fácil, chacinar é estúpido e “é para fuzilar, oh imbecil”.
É lá que as mãos ficam sujas, que o café cheira a tropa, que o chá mancha tapetes, que a droga é foleira, que a casa está cheia, que nós somos poucos e a castidade foi mais pela graça.
Por enquanto, não mijaste calças, não rasgaste cartas, não nos houve desgraças, somos só porcos e fixes como o caraças. Por enquanto, eu acho muito mal que tu aches muito bem que se faça não sei o quê que, no fundo dá no mesmo, por enquanto.
Mas não inflames, não te queixes, não te deites.
Por enquanto, as candelas explodem, os miúdos morrem e os cadetes escolhem em que andar se querem empoleirar. Matar, morrer, nunca, nunca desertar. Tu, foge dos mauzões e fuma como um animal porque quando há muito sangue nas mãos e pouco sangue no estômago, o pessoal grega-se todo, e é normal.
E, se no fim o puto finar ao sol, numa reformada juventude sónica, sonhamos com ele antes verde e nu na nossa Escócia.
Texto e Encenação Alice B. Ferreira
Interpretação Alexandre Gomes, Francisco Freixo, Joana Viana, Leonor Oliveira e Mia Henriques
Figurinos Sancha Viana
Cenografia Nuno Redin e Carolina Pederneira
Adereços Sofia Bastos
Produção Alice Ferreira e Nuno Redin
Luz e Som Técnico do Núcleo Las Vegas
Vídeo Técnico do Núcleo Las Vegas
Fotografia e vídeo Carolina Ferreira e Tiago Calaim
Uma Criação Núcleo Las Vegas
M/16
17 julho
21h
Duração 1h20

Desverso
Texto e interpretação de Karen Davìd
Desverso é um espetáculo de palavra falada que propõe o confronto com uma estatística que condena um artista ao subsolo da pirâmide. É uma janela para os que estão abertos a ver além da própria vida. Desverso é principalmente uma lição do quanto é possível viver de um sonho, a beleza do avesso da vida cotidiana de quem decidiu não ser “normal” e não seguir o caminho mais seguro. A valorização do artista também é peça chave nesse espetáculo, a poeta narra a realidade de uma garçonete que decide vender poemas para as pessoas, e enfrenta a dura realidade do mundo artístico, se ela deu a volta por cima você descobre no dia 18/07/206. Você está pronto para “me ver vencer enquanto estou viva?”
Texto e interpretação Karen Davìd
Produção Amanda Dornelas
M/ 14 anos
18 julho
16h
Duração 50 min.

Os 30 que me prometeram
Texto e Encenação de Maria do Mar Neto e Maria Caetano Vilalobos
“Os 30 que me prometeram” é um espetáculo de stand-up poetry que cruza spoken word e humor que confronta os desafios dos trintas com as promessas dos vintes. Uma reflexão autobiográfica sobre a utopia de uma vida adulta funcional, esclarecida e equilibrada, enquanto vivemos uma crise de habitação, a iminência de uma terceira guerra mundial e o envelhecimento da Madonna. Do humor à vulnerabilidade, percorremos o intervalo entre aquilo que imaginámos ser e aquilo em que nos estamos a tornar.
Texto e interpretação Maria do Mar Neto e Maria Caetano Vilalobos
Luz Hâmbar de Sousa
M/14
18 julho
21h
Duração 50 minutos

Negra de Pincel
Texto e Encenação de Khrystall Áfrika
Negra de Pincel é um monólogo em estreia que atravessa corpo, memória e identidade, transformando o palco num espaço ritual de criação e resistência.
A partir de uma linguagem híbrida entre teatro, dança e artes visuais, a obra constrói uma jornada sensorial onde o corpo da intérprete se torna simultaneamente arquivo, território e instrumento de expressão.
Dividida em movimentos que evocam nascimento, afirmação, e consagração, a peça explora as múltiplas camadas da experiência de ser mulher negra, convocando questões de pertença, violência, desejo, ancestralidade e poder.
Através da manipulação simbólica de elementos como tinta, luz e som, Negra de Pincel propõe uma reescrita do corpo para além dos enquadramentos impostos, afirmando-o como espaço, de autonomia, criação e transcendência. Entre o íntimo e o coletivo.
Texto e Encenação Khrystall Afrika
M/16
19 julho
15h
Duração 70 min.

A Floresta
Texto e encenação de Beatriz Peixoto
Fazer o que é esperado e o seu custo exorbitante. Estas criaturas cuspidas pelas páginas da banalidade, numa tarde em tudo o resto trivial, cozinham o seu fracasso e devoram-no à refeição. Abrem o forno e toda a casa cheira a derrota, tresanda a todas as coisas que jamais serão – a cozinha sussurra-lhes quimeras quentes que lhes cozem as entranhas.
A Floresta devolve o reflexo de figuras lânguidas a um tempo, vorazes a outro, mergulhadas alternadamente em excesso e estoicismo a horas que não o exigem.
Continuar: incerteza ou casa indelével.
Texto e Encenação Beatriz Peixoto
Interpretação Beatriz Gaspar, Filipa Matos Rosa, Inês Ferreira da Silva, Marta Lontrão, Teresa Moreira e Rosária Rocha
Cenografia, Figurinos, Desenho de Som e Luz Beatriz Peixoto
Apoio à voz Marta Lontrão e Teresa Moreira
Apoio ao movimento Teresa Moreira
Apoio Câmara Municipal de Lisboa e Polo Cultural Gaivotas Boavista
M/16
19 julho
18h
Duração 70 min.
Bilheteira dos Recreios da Amadora
Bilhetes à venda na Ticketline, postos habituais, e no local, duas horas antes do início do espetáculo.
Reservas e informações: 933 471 330 / geralteatrodosaloes@gmail.com