Teatro
A Camaleoa
De Carolina Campanela
Encenação de Elsa Valentim
17 a 22 de junho, 2026
Qua. a Sáb. e Seg. às 21h00
Dom. às 16h00
Recreios da Amadora
Av. Santos Mattos, 2
2700 – 748 Amadora
* 21 de junho sessão com Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição e conversa com o público após o espetáculo
César decide encenar Júlio César. Mas, tal como na República de Roma, também aqui o poder corrói as relações. Na senda do processo de ensaios, floresce o descontentamento: intérpretes que querem ser mais do que intérpretes, estagiárias que recusam o seu papel de invisibilidade. Todos procuram o seu lugar ao sol. Arriscam legitimamente ascender e vingar, numa profissão feita de dedicação, mas marcada pela precariedade e pelas promessas de reconhecimento. Mas afinal o que existe no topo dessas promessas? E será que existe realmente um topo ou tratar-se-á apenas de uma infinita matrioska cada vez mais revestida de camadas?
Texto de Carolina Campanela | Encenação Elsa Valentim | Interpretação Graciano Amorim, Joana Batalha, Jorge Silva, Patrícia André, Raquel Oliveira Sofia Pinto | Cenografia e Design Gráfico João Rodrigues | Desenho de Luz, Fotografia e Vídeo Aurélio Vasques | Figurinos Dino Alves | Música Rui Rebelo | Assessoria de Imprensa Sofia Peralta | Operação Técnica Gi Carvalho | Direção de Produção Daniela Sampaio | Produção Executiva e Divulgação Marco Trindade | Produção Teatro dos Aloés 2026 – 73ª criação
M/12
Teatro
Órfãos
De Dennis Kelly
Encenação de Henrique Fialho
Criação Teatro da Rainha
27 de junho, 2026
Ás 21h
Cineteatro D. João V
Largo da Igreja, 5 – Águas Livres (Damaia)
2720 – 295 Amadora
Um jantar romântico entre Danny e Helen é subitamente interrompido pela chegada do irmão de Helen coberto de sangue. Questionado sobre o sucedido, Liam começa por responder que encontrou na rua um rapaz esfaqueado e sujou-se ao tentar ajudá-lo. O primeiro instinto de Dannyé chamar a polícia, mas Helen pede a Danny que não o faça. Este estranha o pedido, justificado com a alegação de que Liam tem cadastro e, por isso, a polícia poderá desconfiar dele. Interrogado pela irmã e pelo cunhado, Liam titubeia nas réplicas, vacila nas explicações, tenta mudar de assunto, inventa histórias cada vez menos coerentes. Grávida de um segundo filho, Helen ameaça abortar se Danny insistir em chamar a polícia. Liam, com um passado de comportamentos impulsivos, tenta manipular a irmã e o cunhado apelando aos laços familiares. Para os dois irmãos órfãos proteger a família é mais importante do que socorrer um desconhecido na rua. Até onde estaria disposto a ir na defesa de um familiar? A entrada em cena de Liam é o motor de arranque numa discussão sobre a volatilidade dos laços familiares, as fracturassociais, a criminalidade, o aborto, os efeitos da imigração, o racismo, a tortura, a alienação da consciência moral e dos valores que a sustentam. Tal como o título indica, estamos perante um objecto em que o desamparo e o abandono, temperados com humor negro tipicamente britânico, são marcas essenciais.
Autor Dennis Kelly | Tradução e Encenação Henrique Fialho | Cenografia José Carlos Faria | Desenho de Luz Hâmbar de Sousa | Guarda Roupa Acervo do Teatro da Rainha | Interpretação Fábio Costa ( Liam), Inês Barros (Helen) e Tiago Moreira (Danny) | Graffiti Ricardo Henriques | Criação de Imagem e Design Gráfico José Serrão
Teatro da Rainha
M/16
Bilheteira dos Recreios da Amadora
Bilhetes à venda na Ticketline, postos habituais, e no local, duas horas antes do início do espetáculo.
Reservas e informações: 933 471 330 / geralteatrodosaloes@gmail.com