Pagar?! Aqui, ninguém paga!
Texto de Dario Fo e Franca Rame
Encenação de Elsa Valentim e José Peixoto

Dario Fo, Prémio Nobel da Literatura em colaboração com Franca Rame escreve e reescreve entre 1974 e 2008, esta comédia de intervenção, fruto do contexto de sucessivas crises económicas em Itália.
A história desenrola-se a partir de uma situação que envolve Antónia num protesto de donas de casa contra o aumento dos preços dos produtos dentro de um supermercado, do qual sai levando alguns produtos sem pagar. Em plena fuga encontra Margarida que a ajuda a levar os sacos para casa.
Chegadas a casa, precisam de os esconder, pois o marido de Antónia, “legalista como é” não irá certamente compactuar com uma situação de roubo. Margarida aceita ajudar a esconder o saque, começa aí um conjunto de manobras de diversão para despistar os maridos e a polícia que iniciou buscas em toda a vizinhança.
No meio desta confusão hilariante, com reviravoltas inesperadas a cada instante, junta-se a crise na fábrica onde trabalham os seus maridos e temos os ingredientes para uma comédia mordaz, de crítica mas também de consciência social.

Texto Dario Fo e Franca Rame | Tradução Gil Salgueiro Nave | Encenação Elsa Valentim e José Peixoto | Interpretação Graciano Amorim, Jorge Silva, José Peixoto, Marco Trindade, Patrícia André e Raquel Oliveira e os Estagiários Joana Batalha (ESTC) e Miguel Cruz (Act – Escola de Actores) | Cenografia e Design Gráfico João Rodrigues | Figurinos Maria Luiz | Desenho de Luz Tasso Adamopoulos | Música Rui Rebelo | Vídeo Promocional Aurélio Vasques  | Vídeo de Cena José Ricardo Lopes | Fotografia José Frade | Assistência de Encenação Inês Correia e Tomás Bravo | Assistência de Cenografia e Adereços Pedro Silva | Confecção de Guarda-Roupa Teresa Louro | Assessoria de Imprensa Sofia Peralta | Operação Técnica Luís Moreira | Direção de Produção Daniela Sampaio | Produção Executiva e Divulgação Marco Trindade | Divulgação e Mediação de Público Graciano Amorim e Patrícia André | Produção Teatro dos Aloés 2025

M/12


Todas as tuas lágrimas não serão suficientes
Direcção de Petronille de Saint-Rapt

Esta criação é uma reflexão sobre o nosso papel face às alterações climáticas. Destruímos recursos que nos foram generosamente oferecidos pela Natureza e que garantem a nossa subsistência. Ao destruí-los pomos em causa a nossa sobrevivência e a sobrevivência de outras espécies. A água, o nosso bem mais precioso, está a ser usada e contaminada de forma absurda, criando desequilíbrios no ciclo natural que durante milénios permitiu a nossa sobrevivência. Somos uma espécie ameaçada por nós próprios. É a nossa sobrevivência que está em causa.

Temos a mãe, o pai a filha e o filho. E suas histórias. D´água. Temos a água que de repente começa a fazer das suas.
E lá vão eles. Embarcam os quatro numa viagem ao coração da água.
Ao coração.
Que de repente parou de bater. Chegámos ao dia zero.
O dia em que o coração da água parou de bater.
                                                                                                 Petronille de Saint-Rapt

 

Texto Petronille de Saint-Rapt com a colaboração das atrizes e atores Elsa Valentim, Jorge Silva, Mariana Lobo Vaz e Pedro Emauz
Espaço Cénico e Design Gráfico João Rodrigues
Desenho de Luz Ricardo Campos
Vídeo José Ricardo Lopes
Fotografia Luana Santos
Direção de Produção Daniela Sampaio
Produção Executiva e Divulgação Marco Trindade
Assistência de Encenação Inês da Cruz Custódio
Operação António Serrão
Apoio Projeto People and Planet, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Assessoria – SP
Produção Teatro dos Aloés 2024

M/12

Estreia a 19 de Junho de 2024, nos Recreios da Amadora.

O Meu Pé de Laranja Lima
De José Mauro de Vasconcelos
Encenação de Elsa Valentim

Viajamos com Zezé nas suas múltiplas aventuras, na comovente descoberta da ternura através do seu amigo Portuga, mas também na descoberta da dor quando o amigo morre tragicamente, colhido por um comboio. O valor da amizade, a capacidade da imaginação para superar as condições mais adversas, a defesa do amor e da ternura como armas para vencer o medo e a estreita ligação com a natureza, parecem-nos temas com capacidade para continuar a interessar e comover espectadores de diversas gerações. O texto alerta também para o lado sombrio da infância, muitas vezes esquecido diante da enorme quantidade de material que tem como tema a infância idealizada, numa sociedade urbana que fomenta essa visão.

O actor no lugar do contador de estórias que se deixa levar pelas personagens que evoca. Resistimos à tentação de recriar as personagens e os lugares. Queremos contar esta história, evocar as personagens e os lugares, mas manter intacto o seu carácter narrativo — é um livro que está a ser lido, que quer ser lido, e como todo o bom contador de estórias, o narrador vai assumindo, aqui e ali, a voz e o carácter de uma e de outra personagem e porque já o repetiu vezes sem conta, sabe de cor aquelas palavras, ou seja, no coração. Sendo um dos livros juvenis mais lidos desde há várias gerações, cada leitor guarda para si as imagens que a sua imaginação criou. Não queremos “perturbar” esse imaginário, mas sim evocar a vibração contida na narrativa e é essa vibração que é partilhada com o público. Mas porque o fazemos no espaço mágico do teatro, e porque temos verdadeira paixão por esse espaço, não resistimos a evocá-lo e torná-lo também protagonista. É isto que temos para vos oferecer: um livro, atores apaixonados e um teatro.

Encenação Elsa Valentim
Interpretação Graciano Amorim, Jorge Silva, José Peixoto e Sara Azevedo
Direção de Arte João Rodrigues
Desenho de Luz João Silva e Rafael Ribeiro
Música Rui Rebelo
Animação Patrícia Santos
Assistência de Encenação Sara Azevedo
Operação Técnica Gi Carvalho e Sandro Esperança
Produção Teatro dos Aloés 2022

Ilusionistas
De Lluïsa Cunillé
Encenação de Jorge Silva

O texto, cheio de música e magia, apresenta três personagens encantadoras, deslocadas e com um mal-estar existencial que as torna ao mesmo tempo cómicas e tristes. Os 3 irmãos cresceram num mundo de magia e partilham uma incapacidade de aceitar a realidade tal como ela é. Desajustados e idealistas, tentam cumprir as suas ilusões a todo o custo e construir o seu mundo próprio. Os jogos e confidências que trocam são também tingidos de humor absurdo e surrealista e, em geral, as suas interações são governadas pela forma incoerente e aparentemente lógica do sonho. As personagens sonham ser quem são, como num pesadelo prolongado, mas desejam ser outra pessoa e projetam-se numa versão melhor de si próprias – uma ilusão.

Texto Lluïsa Cunillé
Tradução Ângelo Ferreira de Sousa
Encenação Jorge Silva
Interpretação André Nunes, Elsa Valentim e Patrícia André
Cenografia e adereços Rui Francisco
Figurinos e Adereços Maria Luiz
Música Afonso de Portugal e Rui Rebelo
Desenho de Luz Tasso Adamopoulos
Vídeo José Ricardo Lopes
Fotografia José Frade
Assistência de Encenação Victor Santos
Consultoria Magia Maik Magic – Joaquim Bastos e Rafael Ribeiro
Apoio ao Movimento Patrícia Vieira
Design Gráfico João Rodrigues
Direção de Produção Daniela Sampaio
Produção Executiva e Divulgação Marco Trindade
Construção Cenográfica JSVC Decor
Costureira Margarida Viana
Montagem e Operação Vítor Santos
Produção Teatro dos Aloés 2024

Apoio à Produção Clube Mágico Português, Companhia de Teatro de Almada, Companhia de Teatro de Sintra – Chão de Oliva, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, TEC – Teatro Experimental de Cascais e Tiago Andrade

Agradecimentos Artistas Unidos, Inês da Cruz Custódio, Luana Freire, Maik Magic e Rosy, Pedro Deus e Sofia Peralta

 Duração aprox. 80 minutos
M/12

Estreou a 20 de março de 2024, nos Recreios da Amadora

O Teatro Ambulante Chopalovitch
De Lioubomir Simovitch
Encenação de Jorge Silva

A peça relata a história de uma companhia teatral que, numa cidade da Sérvia sob ocupação nazi em 1941, chega a uma aldeia para apresentar a peça “Os Salteadores” de Schiller. Mas os habitantes de Oujitsé estão sobrecarregados por uma realidade que os mantém num estado de terror. Todos tentam resistir ou escapar deste mundo distorcido. Qual é o papel da arte e do teatro em particular, em tempos de guerra? Pode o teatro servir de panaceia para situações limite de terror e opressão? Qual é o papel do ator neste contexto?

Texto Lioubomir Simovitch
Encenação Jorge Silva
Tradução Rui Duarte
Interpretação André Nunes, João Saboga, Mariana Lobo Vaz, Miguel Mateus, Marques D´Arede, Nuno Nunes, Patrícia André, Rita Godinho, Sara Azevedo, Silvia Filipe, Sofia de Portugal e Victor Santos
Estagiárias Daniela Santos, Madalena Graça, Maria João Felino e Susy Ferreira
Cenografia Rui Francisco
Figurinos e Adereços Maria Luiz
Desenho de Luz Tasso Adamopoulos
Música Afonso de Portugal e Rui Rebelo
Vídeo José Ricardo Lopes
Fotografia Luana Santos
Design Gráfico João Rodrigues
Consultoria de Comunicação/Assessoria de Imprensa Sofia Peralta
Direção de Produção Daniela Sampaio
Produção Executiva e Divulgação Marco Trindade
Confeção de Guarda-Roupa Teresa Louro
Construção Cenográfica JSVC Decor
Operação Técnica Gi Carvalho
Produção Teatro dos Aloés 2023

 Apoio à produção Companhia de Teatro de Almada e TEC – Teatro Experimental de Cascais

 Agradecimentos Tereza Anjos

 Duração 150 minutos com intervalo

M/14

Estreou a 18 de novembro de 2024, nos Recreios da Amadora.

O Cavaleiro da Dinamarca
De Sophia de Mello Breyner Andersen
Encenação de Sofia de Portugal

No regresso de uma longa peregrinação à Palestina, o Cavaleiro tem apenas um desejo: voltar a casa a tempo de celebrar o Natal com a sua família. Nessa viagem, maravilha-se com as cidades de Veneza e Florença, e ouve histórias espantosas sobre pintores, poetas e navegadores. São muitas as dificuldades com que se depara, mas uma força inabalável parece ajudá-lo a passar essa noite tão especial com aqueles que mais ama…

Esta adaptação para teatro da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, recria o ambiente de uma banda de garagem onde os jovens músicos assumem simultaneamente o papel de contadores de histórias. Os atores vão passando pelas diversas personagens, intercalando a narrativa com música original dos próprios. O sucesso desta abordagem está, sem dúvida, na identificação e empatia que é criada entre o público mais jovem e os atores/personagens. Esta partitura possibilita aos jovens estudantes o contacto com uma obra recomendada pelo Plano Nacional de Leitura, permitindo a sua compreensão e assimilação de forma mais divertida e descontraída. Este espetáculo pretende não só chegar aos alunos do 7º ano, mas a todo o público sendo uma ótima forma de passar tempo em família.

Texto Sophia de Mello Breyner Andresen
Encenação Sofia de Portugal
Interpretação Afonso de Portugal, Carlos Malvarez, David Medeiros e João Redondo
Música Afonso de Portugal
Cenografia, Figurinos, Design Gráfico e Fotografia Aurélio Vasques
Desenho de Luz Tasso Adamopoulos
Produção Executiva Daniela Sampaio
Produção Teatro dos Aloés 2017

Duração 60 min

M/6

Estreou a 15 de novembro de 2017, nos Recreios da Amadora

Os Rústicos
De Carlo Goldoni
Encenação de José Peixoto

Os Rústicos trata das relações inter-geracionais, igualdade de género e violência doméstica. Para além da pertinência dos temas, o que torna esta obra distinta é a escrita, a “carpintaria” teatral que lhe confere capacidade de atualização rara nas comédias da sua época. Se por um lado segue a linha tradicional da comédia de enganos, cheia de equívocos e mal-entendidos, por outro penetra profundamente nas pequenas subtilezas das relações sociais e domésticas, onde se torna intemporal. Vemos a tentativa de resistir à mudança por parte dos homens e o nascer das pequenas revoluções que se fazem no microcosmos familiar pela ação subtil, mas firme das mulheres e dos jovens. A ação situa-se no Carnaval, numa Veneza a pulsar de vida, cor e transgressão que contrasta com o ambiente cinzento e repressor das casas burguesas dos “rústicos”. Duas forças opostas numa enorme tensão. Pressente-se uma revolução de costumes para a qual os personagens mais conservadores deixam de ter argumentos para resistir.

Texto Carlo Goldoni
Tradução e Encenação José Peixoto
Assistência à Encenação 
Elsa Valentim
Interpretação André Nunes, Carla Chambel, Elsa Valentim, Jorge Silva, Marco Trindade, Mariana Lobo Vaz, Marques D`Arede, Patrícia André, Rodrigo Machado e Víctor Santos
Espaço Cénico e Design Gráfico 
João Rodrigues
Figurinos Dino Alves
Música Miguel Tapadas
Desenho de Luz Tasso Adamopoulos
Vídeo José Ricardo Lopes
Fotografia José Frade
Pesquisa e Apoio Dramatúrgico Artur Malheiro
Direção de Produção Daniela Sampaio
Produção Executiva e Divulgação Marco Trindade
Agradecimentos Assessoria SP, Jean-Paul Bucchieri
Produção Teatro dos Aloés 2024

M/12

Duração 100 min

Estreou a 20 de novembro de 2024, nos Recreios da Amadora

Para mais informações: 933471330 / divulgacaoteatrodosaloes@gmail.com